{"id":174,"date":"2015-08-21T13:29:54","date_gmt":"2015-08-21T13:29:54","guid":{"rendered":"http:\/\/mritecnologia.com.br\/?p=174"},"modified":"2015-08-21T13:30:59","modified_gmt":"2015-08-21T13:30:59","slug":"crise-economica-impacta-e-commerce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mritecnologia.com.br\/?p=174","title":{"rendered":"Crise econ\u00f4mica impacta e-commerce"},"content":{"rendered":"<p>A instabilidade da economia brasileira impactou diversos mercados e n\u00e3o foi diferente no com\u00e9rcio eletr\u00f4nico. Segundo dados da pesquisa Webshoppers, realizada pela E-bit e Buscap\u00e9, a expectativa era que at\u00e9 o final de 2015, o e-commerce alcan\u00e7asse um faturamento de R$ 43 bilh\u00f5es, 20% maior se comparado ao ano anterior. Mas, seguindo Pedro Guasti, diretor-executivo da E-bit, as vendas online devem avan\u00e7ar 15% at\u00e9 o final do ano com uma receita prevista para R$ 41,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><span class=\"texto12\">&#8220;De fato, o e-commerce tamb\u00e9m foi impactado negativamente pela crise econ\u00f4mica. No final do ano passado, n\u00e3o imagin\u00e1vamos que ter\u00edamos um PIB t\u00e3o baixo e um cen\u00e1rio de desemprego no Brasil. Mas mantemos a esperan\u00e7a de crescimento no Varejo online, principalmente pelo grande movimento de compras que a black friday proporcionar\u00e1 para o setor\u201d, aponta Pedro Guasti em coletiva de imprensa realizada hoje (19), em S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p>Segundo o executivo, o terceiro trimestre desse ano ser\u00e1 o pior para o e-commerce brasileiro se comparado aos dois primeiros, que juntos faturaram R$ 18,6 bilh\u00f5es, um avan\u00e7o nominal de 16% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2014. \u201cNossa expectativa \u00e9 encerrar bem 2015 com vendas aquecidas durante a black friday e no natal. Ou seja, o quarto trimestre tende a ser melhor\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>O estudo aponta que 17,6 milh\u00f5es de pessoas fizeram pelo menos uma compra online no primeiro semestre de 2015, representando assim uma queda de 7% se comparado com o mesmo per\u00edodo do ano passado, quando registrado 18,9 milh\u00f5es de consumidores ativos. Esta queda no volume foi potencializada pelos compradores classificados como light users, aqueles pertencentes \u00e0 classe C. Crise, conten\u00e7\u00e3o de despesas, pre\u00e7o alto e falta de dinheiro foram alguns motivos apontados.<\/p>\n<p>No caminho contr\u00e1rio, os heavy users que pertencem \u00e0s classes A e B entendem que no momento de maior instabilidade econ\u00f4mica, a internet se torna o principal canal para realizar as melhores compras. Isso mostra que menos pessoas compraram mais produtos online.<\/p>\n<p>\u00c1reas de bonan\u00e7a<\/p>\n<p>Mesmo com um cen\u00e1rio pessimista nas vendas e n\u00e3o crescendo tanto quanto deveria, o e-commerce brasileiro segue sendo um dos principais do mundo. O Pa\u00eds tem hoje mais de 103 milh\u00f5es de pessoas com acesso domiciliar \u00e0 internet sendo que 74 milh\u00f5es s\u00e3o usu\u00e1rios ativos, aqueles que fizeram pelo menos uma compra online nos \u00faltimos seis meses.<\/p>\n<p>Nos seis primeiros meses do ano, 89% dos internautas compraram por meio do desktop. Smartphones e tablets representaram um share transacional de 10,1% nas vendas. O ticket m\u00e9dio registrou um aumento de 13% no per\u00edodo atingindo um valor de R$ 377,00, registrando 49,4 milh\u00f5es de pedidos.<\/p>\n<p>Para esta edi\u00e7\u00e3o, a E-bit\/Buscap\u00e9 realizou uma pesquisa com 2.204 internautas para analisar alguns aspectos de comportamento quanto ao uso de dispositivos m\u00f3veis em compras online. O estudo aponta que 83% dos e-consumidores respondentes possuem pelo menos um dispositivo m\u00f3vel e a conex\u00e3o por wi-fi (por smartphone ou tablet) em casa \u00e9 o h\u00e1bito mais comum de acesso \u00e0 internet para 84% dos participantes; seguido por wi-fi no trabalho, em 39%; e por operadoras, 36% p\u00f3s-pago e 32% pr\u00e9-pago.<\/p>\n<p>O levantamento mostra ainda que 14% efetuaram a aquisi\u00e7\u00e3o de um produto atrav\u00e9s de um dispositivo m\u00f3vel estando dentro da loja f\u00edsica. Isso denota uma maior utiliza\u00e7\u00e3o dos aparelhos m\u00f3veis nas lojas f\u00edsicas durante o processo da compra tanto para pesquisa de produtos quanto de pre\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201cA jornada do cliente online certamente ser\u00e1 impactada de maneira cada vez mais intensa pelos dispositivos m\u00f3veis, afinal os smartphones est\u00e3o nas m\u00e3os dos consumidores em praticamente 100% do tempo. Essa percep\u00e7\u00e3o vale como chamariz para incentivar o investimento pelas empresas do Varejo para o desenvolvimento de sites responsivos\u201d, finaliza o diretor-executivo da E-bit\/Buscap\u00e9, Andr\u00e9 Ricardo Dias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A instabilidade da economia brasileira impactou diversos mercados e n\u00e3o foi diferente no com\u00e9rcio eletr\u00f4nico. Segundo dados da pesquisa Webshoppers, realizada pela E-bit e Buscap\u00e9, a expectativa era que at\u00e9 o final de 2015, o e-commerce alcan\u00e7asse um faturamento de R$ 43 bilh\u00f5es, 20% maior se comparado ao ano anterior. Mas, seguindo Pedro Guasti, diretor-executivo da E-bit, as vendas online devem avan\u00e7ar 15% at\u00e9 o final do ano com uma receita prevista para R$ 41,2 bilh\u00f5es. &#8220;De fato, o e-commerce tamb\u00e9m foi impactado negativamente pela crise econ\u00f4mica. No final do ano passado, n\u00e3o imagin\u00e1vamos que ter\u00edamos um PIB t\u00e3o baixo e um cen\u00e1rio de desemprego no Brasil. Mas mantemos a esperan\u00e7a de crescimento no Varejo online, principalmente pelo grande movimento de compras que a black friday proporcionar\u00e1 para o setor\u201d, aponta Pedro Guasti em coletiva de imprensa realizada hoje (19), em S\u00e3o Paulo. Segundo o executivo, o terceiro trimestre desse ano ser\u00e1 o pior para o e-commerce brasileiro se comparado aos dois primeiros, que juntos faturaram R$ 18,6 bilh\u00f5es, um avan\u00e7o nominal de 16% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2014. \u201cNossa expectativa \u00e9 encerrar bem 2015 com vendas aquecidas durante a black friday e no natal. Ou seja, o quarto trimestre tende a ser melhor\u201d, acrescenta. O estudo aponta que 17,6 milh\u00f5es de pessoas fizeram pelo menos uma compra online no primeiro semestre de 2015, representando assim uma queda de 7% se comparado com o mesmo per\u00edodo do ano passado, quando registrado 18,9 milh\u00f5es de consumidores ativos. Esta queda no volume foi potencializada pelos compradores classificados como light users, aqueles pertencentes \u00e0 classe C. Crise, conten\u00e7\u00e3o de despesas, pre\u00e7o alto e falta de dinheiro foram alguns motivos apontados. No caminho contr\u00e1rio, os heavy users que pertencem \u00e0s classes A e B entendem que no momento de maior instabilidade econ\u00f4mica, a internet se torna o principal canal para realizar as melhores compras. Isso mostra que menos pessoas compraram mais produtos online. \u00c1reas de bonan\u00e7a Mesmo com um cen\u00e1rio pessimista nas vendas e n\u00e3o crescendo tanto quanto deveria, o e-commerce brasileiro segue sendo um dos principais do mundo. O Pa\u00eds tem hoje mais de 103 milh\u00f5es de pessoas com acesso domiciliar \u00e0 internet sendo que 74 milh\u00f5es s\u00e3o usu\u00e1rios ativos, aqueles que fizeram pelo menos uma compra online nos \u00faltimos seis meses. Nos seis primeiros meses do ano, 89% dos internautas compraram por meio do desktop. Smartphones e tablets representaram um share transacional de 10,1% nas vendas. O ticket m\u00e9dio registrou um aumento de 13% no per\u00edodo atingindo um valor de R$ 377,00, registrando 49,4 milh\u00f5es de pedidos. Para esta edi\u00e7\u00e3o, a E-bit\/Buscap\u00e9 realizou uma pesquisa com 2.204 internautas para analisar alguns aspectos de comportamento quanto ao uso de dispositivos m\u00f3veis em compras online. O estudo aponta que 83% dos e-consumidores respondentes possuem pelo menos um dispositivo m\u00f3vel e a conex\u00e3o por wi-fi (por smartphone ou tablet) em casa \u00e9 o h\u00e1bito mais comum de acesso \u00e0 internet para 84% dos participantes; seguido por wi-fi no trabalho, em 39%; e por operadoras, 36% p\u00f3s-pago e 32% pr\u00e9-pago. O levantamento mostra ainda que 14% efetuaram a aquisi\u00e7\u00e3o de um produto atrav\u00e9s de um dispositivo m\u00f3vel estando dentro da loja f\u00edsica. Isso denota uma maior utiliza\u00e7\u00e3o dos aparelhos m\u00f3veis nas lojas f\u00edsicas durante o processo da compra tanto para pesquisa de produtos quanto de pre\u00e7os. \u201cA jornada do cliente online certamente ser\u00e1 impactada de maneira cada vez mais intensa pelos dispositivos m\u00f3veis, afinal os smartphones est\u00e3o nas m\u00e3os dos consumidores em praticamente 100% do tempo. 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