O que é a nuvem e por que você deve assinar um plano de armazenamento

Quem usa computadores há vários anos pegou não só uma transição curiosa nas tecnologias e mídias de armazenamento — a passagem dos disquetes para CDs, DVDs e agora pendrives ou HDs externos. Foi possível observar também que os arquivos que guardamos estão maiores. Aquelas fotos da viagem com a família ocupam bastante espaço quando em alta resolução (e você sempre vai querer a melhor possível!), os vídeos gravados no celular, músicas, os programas favoritos e por aí vai. Arquivos de texto, planilhas ou slides podem não ocupar muito espaço individualmente, mas pastas e pastas cheias de relatórios e textos do trabalho com certeza fazem volume. Felizmente, a computação em nuvem surgiu de forma amigável ao consumidor em paralelo com essas mídias mais modernas para guardar dados. Armazenar memórias da sua vida e arquivos importantes para a vida profissional tornou-se mais simples, seguro e até leve. Que nuvem é essa? É de chuva? Muita gente já ouviu falar por cima das maravilhas e benefícios da nuvem em áreas como games, desenvolvimento de sites e até streaming de áudio e vídeo. E é verdade! Muita coisa nesses setores não seria possível — ou seriam bem mais complexas — sem a tal da nuvem. Só que, além de entender a importância dessa tecnologia para nossa rotina virtual de hoje em dia, é preciso também entender o significado dela. Não se trata de algum mecanismo que deixa todos os seus arquivos flutuando no céu, acima de nossas cabeças ou algo do tipo. Todos os seus dados continuam armazenados em um local físico, mas ele vai do seu aparelho para um servidor de uma empresa especializada nessa tarefa. Assim, armazenar algo na nuvem significa colocar dados em uma rede de servidores que é ligado a você via internet. Falando de forma bem grosseira, é como uma espécie de “HD online” que pode ser acessado de qualquer lugar e até de diferentes aparelhos, guardando dados ou até ajudando a rodar aplicativos. É como uma espécie de “HD online” que pode ser acessado de qualquer lugar e até de diferentes aparelhosAssim, quando você guarda o arquivo na nuvem, está deixando em um local que deve ser mais seguro e protegido que o seu PC ou um pendrive. Ao acessá-lo, sua máquina envia um pedido de acesso para esses dados e recebe os dados originais, que vêm lá do servidor do serviço de armazenamento, como resposta. O termo cloud computing, que veio a ser traduzido para computação em nuvem, foi usado pela primeira vez em 1996 por engenheiros da Compaq descrevendo modelos de negócio do futuro. Eric Schmidt, então CEO da Google, falou em 2006 que a tal nuvem era algo emergente e popularizou o termo. Só que o símbolo dessa precipitação meteorológica já era usado há décadas para descrever aglomerados de dados de acesso remoto. Sem medo de voar “Mas eu já guardo as minhas coisas em pastas bem organizadas ou em um HD externo!”, você pode responder. De fato, muita gente cresceu em uma cultura de informática que envolvida mídias físicas em vez da nuvem, e mudar de uma hora para a outra exige desapego. Porém, não faltam argumentos a respeito de benefícios que a nuvem traz para quem precisa limpar a memória do PC, guardar recordações, ter praticidade quando usa diferentes dispositivos e por aí vai. Backup Não desejamos mal para ninguém, mas acidentes acontecem. Já imaginou se o seu computador estraga de forma irreparável e você perde fotos, arquivos de texto, vídeos e por aí vai? Ou se você guarda tudo isso em um pendrive, mas simplesmente perde ele em algum lugar? Essas situações acontecem e, com o armazenamento em nuvem, você não depende de um único objeto. Os servidores ficam em locais próprios, provavelmente mais bem guardados. Segurança Deixar algo na nuvem não significa que alguém vai ficar bisbilhotando os arquivos de lá. Serviços confiáveis têm protocolos avançados de criptografia, o que significa proteção na transferência de dados de um aparelho para o outro e a impossibilidade de acesso a esses conteúdos a não ser pelo dono da conta. Tecnologias como Secure Sockets Layer (SSL) e AES (Advanced Encryptation Standard) são utilizadas nesses casos. Praticidade Para acessar arquivos de um computador para outro ou do PC para um smartphone, pode ser necessário usar uma mídia física, encaminhar esses dados por email ou algum outro método nada prático. Na nuvem, você só precisa logar com a sua conta em outro dispositivo para ter acesso a tudo o que está lá. Além disso, alguns serviços permitem a sincronização automática do que é salvo no aparelho para o servidor e até a edição de documentos online. O que cabe em 1 TB? Espaço Não é fácil manter o PC ou smartphone sempre limpo, sem arquivos que não serão usados novamente, mas que possuem alguma importância. Ao enviar dados para a nuvem, você pode se desfazer de muitas coisas do dispositivo e liberar espaço para mais instalações. Escolha bem o plano Os serviços de armazenamento em nuvem mais populares normalmente possuem duas formas de oferecer o serviço: uma a partir de um plano gratuito e outra com uma série de possibilidades de pagamento. Antes de tudo, é preciso conhecer o que cada um oferece e qual das possibilidades se adequa melhor a você. Bastante gente já se sente segura com os planos sem custo, pois eles oferecem um espaço razoável de armazenamento — muitos ficam satisfeitos com 5 GB, por exemplo. Só que, em vários casos, pode ser mais negócio adquirir o serviço pago. Além de um espaço bem mais generoso, esses planos podem contar com mais serviços extras que fazem a diferença. E a mensalidade pode não ser tão cara, ainda mais levando em conta que HDs externos de alta capacidade não são nada baratos e você ainda garante a segurança de todos os arquivos no seu PC. Conheça o OneDrive O OneDrive é o serviço de armazenamento em nuvem da Microsoft. Ele existe desde 2007 e traz toda a segurança, praticidade e versatilidade que uma plataforma dessas exige. Além de integração com o email da empresa, o Outlook.com, o OneDrive conta com versões online de alguns dos programas do pacote Office. Com ele, você pode visualizar e editar documentos sem sair do navegador ou baixar o arquivo. Usando o serviço no seu celular, você pode ativar o envio direto de fotos tiradas pelo aparelho para a nuvem. Aliás, as fotos salvas no OneDrive são etiquetadas automaticamente a partir de seus elementos visuais. Ele ainda possui integração com o Windows 8 e o Windows 10 (onde já vem pré-instalado), permitindo armazenamento sincronizado na nuvem com arquivos salvos em determinadas pastas do PC. Vale comentar que o OneDrive também funcionara no Mac, iPhone e Android – assim você pode acessar os seus arquivos sempre que precisar. Você pode conectar o OneDrive diretamente a uma pasta no seu computador – o que garante que tudo está seguro (e na nuvem) e não exige que você fique abrindo um navegador sempre que quiser acessar ou salvar um arquivo. Um exemplo da interface web do OneDrive. E quanto custa isso tudo? No plano OneDrive Gratuito, são 5 GB sem custos, ou 50 GB no Básico, que custa R$ 4 por mês. Se você precisa também de um editor de conteúdo na nuvem, pode assinar um plano conjunto do OneDrive com o Office 365. Ele já vem com 1 TB de armazenamento e instalação completa dos aplicativos do pacote — incluindo os tradicionais Word, Excel e Power Point — no seu tablet, smartphone ou PC e a versão para 1 pessoa sai apenas 24,90 por mês. Clique aqui para conhecer melhor os planos e já sair com a sua assinatura.  

Kilo-core: pesquisadores criam o primeiro processador com 1.000 núcleos

Dual-core, quad-core, octa-cora, deca-cora… Você provavelmente já deve ter visto esses termos ao verificar a especificação técnica de umprocessador, portanto não é algo tão surpreendente assim. Muito ainda sabem exatamente o que significam: dual-core é igual a dois núcleos; quad-core é igual a quatro núcleos; octa-core é igual a oito núcleos; deca-core é igual a dez núcleos, e assim por diante. Porém, o que você está prestes a conhecer ultrapassa todos os limites do imaginável: uma CPU com impressionantes mil núcleos. Desenvolvido pela UC Davis, o primeiro processador Kilo-core é um componente capaz de lidar com qualquer atividade que exija tarefas simultâneas. A CPU com mil núcleos é capaz de trabalhar facilmente com encriptação, tratamento de grande quantidade de dados científicos, codificação de vídeos e outras atividades que exijam muito processamento de informações. O primeiro processador Kilo-core é um componente capaz de lidar com qualquer atividade que exija tarefas simultâneas Porém, a performance não é o único destaque desse processador. Graças a sua habilidade de desligar cada um dos núcleos individualmente, o chip é capaz de lidar com 115 bilhões de instruções por segundo consumindo apenas 0,7 W de potência. Para entender a eficiência energética, os pesquisadores afirmam que bastaria duas pilhas AA para abastecer o conjunto. Bevan Baas, professor de elétrica e engenharia da computação se orgulha da criação da UC Davis: “Para o melhor do nosso conhecimento, esse é o primeiro chip de 1000 núcleos do mundo e é o processador com o clock mais alto já projetado em uma universidade”. Essa CPU Kilo-core possui um poder computacional máximo de 1,78 trilhões de instruções por segundo e contém 621 milhões de transistores. Esse é o primeiro processador com 1.000 núcleos já criado Longe da realidade Embora surpreendente, é improvável que esse processador Kilo-core comece a ser produzido em massa nos próximos meses. Criado em parceria com a IBM, o chip foi fabricado com base em um processo relativamente antigo para a indústria, utilizando os 32 nanômetros de litografia. Hoje, os processadores mais modernos já utilizam o processo de fabricação de 14 nanômetros, o que mostra que essa CPU de mil núcleos ainda tem um longo caminho para alcançar os chips mais modernos. Entretanto, agora sabemos que os nossos dispositivos ainda estão muito longe de alcançar o limite de núcleos que é possível adicionar a um chip.

Conversamos com um professor de TI sobre o mercado de hoje no Brasil

Quem está atuando, na faculdade, indo para o vestibular ou simplesmente é autodidata na área pode comemorar: o mercado brasileiro de Tecnologia da Informação (TI) registrou um crescimento de 9,2% em 2015, contra os 5,6% da média global. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), que cita ainda que o país lidera o ranking de investimentos na América Latina. Para entender melhor o panorama do mercado e o tipo de profissional de TI que mais deve se dar bem hoje em dia no país, o TecMundo conversou com o diretor acadêmico dos cursos de MBA da Fiap, Eduardo Endo. Veja a seguir o nosso papo e anote as dicas para sair em disparada em busca de um futuro na área. Por que o Brasil está com números tão positivos na área de TI? Eduardo Endo: A previsão é de crescimento, mas ele é menor do que havia sido registrado no ano passado, então não podemos nos empolgar. Mas é fato que ainda existe uma grande onda de investimento de tecnologia no Brasil nas empresas e até mesmo iniciativas de startups que acabam impulsionando essa onda de criar soluções de tecnologia. Além disso, trazendo um contraponto, a perspectiva de crescimento de vendas de smartphones não vai ter nenhum crescimento neste ano, vai ficar estagnada, enquanto o mercado de TI vai crescer, mesmo que não tão acelerado. O professor Eduardo Endo. O profissional brasileiro tem alguma característica única ou peculiar que o destaque? Os profissionais de TI tem uma característica mundialmente falando de serem profissionais com pouca competência de comunicação, sendo bem mais técnicos do que de relacionamento. Só que o brasileiro, talvez muito por conta da cultura latina, tem por si essa competência de relacionamento, de presença nas apresentações, que atrai muito no mercado. Isso vale para todas as áreas, mas no TI vale bastante. Ela cria um contraponto. O que as empresas procuram nos perfis dos profissionais? Hoje o perfil técnico procurado envolve bastante o big data, uma área da tecnologia que vem mais que crescendo, é um campo a ser muito explorado em todas as áreas. Além disso, profissionais da área de aplicativos mobile, para smartphones e tablets, são bastante requisitados não só pelas grandes corporações, mas também pelas agências. Muitas startups estão crescendo aqui no Brasil e tem um viés com pessoas de muitas ideias e modelos de negócios. Aí muitas acabam caindo num aplicativo. O campo de segurança da informação é um assunto que cada vez mais está em alta. Veja que até o Mark Zuckerberg teve recentemente o próprio perfil hackeado. E tem ainda o arquiteto de tecnologia corporativo, que conhece de negócios e trabalha ajudar a empresa a decolar, conhece bastante do mercado. Em todas as áreas, o mercado necessita de profissionais gabaritados e há uma dificuldade enorme para achar. Se você quer ter um bom salário e bastante procura, essas áreas são as de investimento. Até Zuckerberg foi vítima da falta de segurança. Qual a forma de se mostrar para essas empresas? Existem vários modelos tradicionais, como cursos de curta duração. Hoje no desenvolvimento existem muitos cursos online, plataformas onde você pode aprender. O conhecimento hoje, na minha opinião, está disponível para todo mundo, está aberto na internet. Então qual a diferença? É a certificação. Dado que o conhecimento é para todos, o mercado usa isso como diferencial na concorrência. Para a empresa te chamar, a certificação abre portas, mas já na empresa, qual a capacidade das competências das peso que não estão relacionadas às competências técnicas? O que faz diferença é relacionado com gestão, administração, visão muito maior sobre como funciona a empresa. E dever da faculdade de fomentar esse networking com disciplinas. O profissional do TI deve ser encorajado a empreender? Hoje o que as empresas procuram são profissionais dando ideias, buscando invocações no mercado e fazendo parte cada vez mais do dia a dia da empresa. Acabou esse negócio de o gerente ou diretor ter sempre a verdade absoluta. A gente espera cada vez mais que o colaborar tenha esse conceito de empreendedorismo para dar ideias factíveis a serem implementadas. E eu tenho observado cada vez mais dos nossos alunos essa vontade de empreender e ter seu negócio próprio. Muitas vezes, a pessoa já tem o conhecimento da tecnologia, ou seja, conseguiria implementar muita coisa por ter a faca e o queijo na mão, e só o que falta são as ideias, essa parte empresarial. O mundo de serviços vai se sobressair e ele está cada vez mais relacionado com a tecnologia O mercado hoje está bom no Brasil, mas essa tendência é a futura também? Várias grandes empresas ainda têm diversas iniciativas relacionadas e o público agora quer soluções automatizadas de tecnologia. Agora você vê a geração Y ficando velha e tendo filhos e responsabilidades. A que está chegando agora ao mercado não gosta de contato, ficar ligando para o banco e por aí vai. Coisas como o NuBank, que são mais tecnológicas e informatizadas, fazem sucesso porque a geração não gosta dessa relação de falar — e eles estão começando a mostrar o poder de compra. A tendência então é o serviço que se adeque às novas gerações. Nos próximos dez anos, não tem corretor de seguros vendendo seguros, você vai fazer isso pela internet. O mundo de serviços vai se sobressair e ele está cada vez mais relacionado com a tecnologia.

Microsoft testa ferramenta simplificada para formatação do Windows 10

Muito perto de completar um ano de lançamento e receber o seu grande update de aniversário, o Windows 10 acaba de liberar uma nova funcionalidade bastante interessante. O chamado “Refresh Windows Tool” é uma ferramenta que permite “limpar” o sistema operacional e realizar o instalação limpa e livre de qualquer software de terceiros. Essa parece ser a solução ideal para aqueles consumidores que receberam um novo computador e querem se livrar dos chamados “blotware”, os programas indesejados que são incluídos em uma máquina pela fabricante. O Refreseh Windows Tool oferece aos usuários um assistente que o guia no processo de limpeza do Windows 10.   Refresh Windows Tool   Instalação limpa O resultado final é muito parecido com um instalação do zero – ou limpa – do sistema operacional, mas de uma forma bem mais simples e sem a necessidade de preparar um pendrive ou mídia física para a realizar todo o procedimento. Outra vantagem é a possibilidade de manter todos os arquivos intactos, algo perfeito para quem não quer fazer backups. O resultado final é muito parecido com um instalação do zero Por enquanto, o Refresh Windows Toll está disponível apenas para os consumidores que estão incluídos no programa Windows Insiders, que permite aos usuários testas e oferecer feedbacks para novas atualizações. Caso realmente se mostre efetiva, é provável que essa ferramenta chegue junto com a grande atualização do Windows 10 programada para o aniversário de um ano do sistema operacional.  

Visa e Bradesco lançam pulseira de pagamento para as Olimpíadas do Rio

A Visa e o Bradesco anunciam nesta quinta-feira, 16, o lançamento da Pulseira Bradesco Visa, um dispositivo de pagamento que será usado para fazer compras durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. A pulseira usa a tecnologia NFC (Near Field Communication) para realizar o pagamento por aproximação e tem como objetivo melhorar a experiência de compra daqueles que irão acompanhar o evento. Basta aproximar a pulseira da maquininha de cartão para efetuar o pagamento e as compras com valor abaixo de R$ 50 não necessitam do uso da senha. O dispositivo está disponível exclusivamente no Brasil, onde será aceito em mais de um milhão de terminais com leitores NFC – nos Parques Olímpicos todos os 4 mil terminais aceitarão a forma de pagamento. Esse não é o primeiro wearable de pagamento apresentado para as Olimpíadas, a Visa também está testando com atletas um anel para efetuar pagamentos. Com um aplicativo será possível acompanhar histórico de transação, visualizar o saldo atualizado da conta, bloquear o dispositivo em caso de roubo ou perda e ainda fazer a recarga de crédito. “Nosso foco agora é garantir que os usuários tenham uma experiência inovadora e diferenciada de uso durante os Jogos para então implementarmos a tecnologia vestível pela primeira vez em larga escala no Brasil”, afirma Fábio Dragone, Superintendente Executivo de Marketing e Head do Projeto Olímpico do Bradesco. (Foto: Reprodução)