Facebook comenta prisão de executivo no Brasil: ‘medida desproporcional’

Por meio de um porta-voz, o Facebook decidiu comentar oficialmente a prisão de Diego Dzoran, vice-presidente da empresa na América Latina. O executivo foi detido pela Polícia Federal em sua residência, no bairro do Itaim Bibi, zona sul da cidade de São Paulo, na manhã desta terça-feira, 1. “Estamos desapontados com a medida extrema e desproporcional de ter um executivo do Facebook escoltado até a delegacia devido a um caso envolvendo o WhatsApp, que opera separadamente do Facebook”, disse o comunicado da rede social. “O Facebook sempre esteve e sempre estará disponível para responder às questões que as autoridades brasileiras possam ter.” O pedido de prisão foi feito por um juiz de Sergipe e executado pela Delegacia Repressão Entorpecentes São Paulo. O motivo, segundo a PF, foi o descumprimento de ordem judicial. A situação é semelhante à que levou ao bloqueio do WhatsApp no final do ano passado.

Plataforma de blogs Medium permitirá que usuários ganhem dinheiro com posts

Desde que fundou o Medium, plataforma de blogs pessoais que funciona como uma rede conectada, o CEO Evan Williams tem pensado em maneiras de fazer o conteúdo render algum dinheiro. Pois o criador da plataforma – e também um dos fundadores do Twitter – revelou nesta quinta-feira, 3, que alternativas para os usuários monetizarem seus posts serão disponibilizadas ainda este ano. Williams não disse como isso será feito, mas sugeriu que a empresa trabalha com a hipótese de liberar a inserção de anúncios em meio ao conteúdo. Outra maneira seria incluir um sistema de paywall, em que certos textos só podem ser visualizados por assinantes; ou assinaturas mensais de certas publicações digitais. A companhia também pode começar a aceitar conteúdo publicitário, oferecendo uma plataforma para os posts de relações públicas de grandes empresas. “Acho que há maneiras de fazer isso [monetizar o conteúdo] com respeito à experiência do usuário e sua privacidade”, disse Williams em entrevista à BBC. Para quem não conhece, o Medium é uma espécie de Twitter para textos mais longos. O serviço oferece diversas ferramentas para a customização e a diagramação dos posts dos usuários, que podem seguir uns aos outros e acompanhar, em um feed de notícias, o que circula pela rede.

Documentos do Google ganham novos templates

A suíte de aplicativos de escritório do Google ganhou nesta quinta-feira, 3, uma nova série de templates para os arquivos produzidos pelos usuários. Os designs foram feitos por convidados selecionados pelo Google, com temas específicos para as Apresentações, Documentos e Planilhas. Os templates são documentos pré-montados e diagramados para o usuário editar como quiser. Entre os novos templates disponibilizados pelo Google estão arquivos do Google Docs feitos pela equipe do Reading Rainbow, um dos programas infantis mais duradouros da TV americana. Já as Apresentações ganharam slides feitos pela equipe do Google Ventures, a plataforma de investimentos da Alphabet, e pelos escritores e economistas Chip e Dan Heath, autores de “Made of Stick”, um dos livros mais vendidos nos EUA no último ano sobre empreendedorismo. A equipe do Google Science Fair, feira de ciências anual realizada pelo Google, também criou templates para as Apresentações. Já em Planilhas, quem contribuiu foi a startup Intuit, criadora do QuickBooks, um software de apoio a empreendedores. As novidades estão disponíveis tanto na versão para a web quanto para Android e iOS dos apps do Google. Via Google Docs Blog

Diante da crise, TI é fator de competitividade?

Em tempos de crise econômica, o Varejo é um dos setores mais impactados. Por outro lado, a Tecnologia da Informação pode ser um diferencial competitivo para o setor, pois todas as áreas estão empenhadas a reduzirem custos e aumentarem a eficiência operacional. “Boa parte das ações dos varejistas está ligada à produtividade e isso se traduz em automação de processos com desenvolvimento de sistemas que reduzem o trabalho humano”, aponta Ageu Pedro Junior, Senior IT Manager da Via Varejo‏. Segundo ele, o mercado vive hoje um momento acelerado com intensas demandas de TI. Na visão do executivo, as ferramentas tecnológicas ligadas à produtividade, gestão de pessoas e logística são as mais indicadas para ajudar os varejistas a fazerem diferença nas estratégias competitivas. Na Via Varejo, por exemplo, o executivo conta que as integrações entre o canal físico e online estão trazendo benefício para toda a organização, principalmente na redução de custo. Desde julho deste ano, o cliente da Via Varejo pode comprar um produto no site e retirar na loja física. Isso graças à integração sistêmica multicanal. “Diante da instabilidade econômica, não tenho dúvida de que o Varejo não alimentar é o mais impactado. Por outro lado, o consumidor que deseja comprar produtos de outras categorias está preferindo o comércio eletrônico, o que nos motiva a investir nesse canal. Hoje, mais do que nunca enxergamos esse movimento migratório”, acrescenta. Comércio móvel Outro ponto em que a Via Varejo vem apostando é na mobilidade dos vendedores em loja física. “Entregar um tablet para o vendedor atender os clientes na frente do produto desejado tem proporcionado um enorme ganho de produtividade e agilidade na venda. Além disso, proporcionamos um atendimento personalizado e mais próximo ao consumidor”, pontua. A Via Varejo também está empolgada com Black Friday e enxerga uma oportunidade para impulsionar as vendas de final de ano. “Nesse momento em que se é exigido robustez sistêmica e flexibilidade do canal online para suportar os picos de vendas, nossas atenções estão voltadas para o monitoramento do tráfego nos portais”, conta o executivo e garante que a estrutura do parque tecnológico da empresa já suporta as demandas dos consumidores. “Para 2016, acredito que a situação econômica do Brasil estará melhor, o que nos permite melhores cenários de investimentos em inovação. Vamos continuar algumas iniciativas que vêm dando certo na Via Varejo como ampliar nossa frente mobile junto aos vendedores em loja”, completa.

TI vira protagonista em tempos de crise

O setor varejista é um dos mercados que mais contribuem para a economia do País. Mesmo em tempos de crise, o consumidor pode até reduzir a sacola de compras, trocar produtos por outros mais baratos ou mudar de marca, mas o brasileiro não deixou de comprar. Neste cenário, a Tecnologia da Informação tem sido o principal ponto de equilíbrio entre investimentos em inovação a fim de engajar o cliente, eficiência operacional e logística e modernização do backoffice. Na visão de Fernando Wanderley, IT General Manager da Ancar Ivanhoe Shopping Centers, essa é a oportunidade da TI mostrar para o core business que pode ser protagonista em encontrar novas formas de atrair o cliente e trazer à tona a competitividade do varejista. “Uma vez que os comerciantes já contam com sistemas e processos básicos bem arrumados, eles podem partir para um patamar mais maduro da TI com ferramentas analíticas com o objetivo de ofertar uma experiência personalizada para o consumidor”, aponta. Na visão do executivo, as expectativas para o setor em 2016 são boas tanto para vendas quanto para investimento em novas tecnologias. “Curiosamente, vejo que em muitas empresas, o aporte em TI aumenta durante períodos complicados na economia. É nesta hora que a eficiência operacional se torna mais importante e os departamentos de Tecnologia da Informação podem ajudar a alavancar o negócio. Na Ancar, por exemplo, nunca investimos tanto em TI como em 2015 e isso se estenderá para 2016”, completa Wanderley. Para ele, a tecnologia pode identificar e até mesmo antecipar mudanças estratégias a fim de auxiliar o varejista lidar com a crise. “O maior desafio da TI é acelerar a disponibilidade das informações estratégicas para a alta direção e auxiliar os lojistas a vender mais. São nessas duas frentes que a Ancar vem apostando.” Além disso, Wanderley acredita que a TI tem um papel importante nas demandas de logística, especialmente no Brasil, que tem uma grande extensão geográfica. Se essa área, que é bem crítica para o varejista, for bem trabalhada, ela pode trazer mais satisfação ao cliente, redução de custos e melhorar a competitividade do setor.