Três níveis de BI: estratégico, analítico e operacional

Todas as facetas do BI são importantes e têm um papel crucial na estratégia geral de uma empresa. No entanto, são poucas as organizações que compreendem bem a forma como estas várias ferramentas devem ser utilizadas no conjunto para se tornarem totalmente eficazes e eficientes. Por este fato, muitas vezes a ferramenta de BI não é otimizada e o seu nível de rentabilidade fica aquém da sua produtividade máxima. Após mais de 27 anos a trabalhar neste setor, aprendi que o BI é utilizado em três diferentes formas distintas: estratégica, analítica e operacional. Estes três níveis de Business Intelligence são intrinsecamente diferentes, mas não se excluem mutuamente e não são independentes, devendo estar diretamente interligados e trabalhar de forma integrada. Mas como se relacionam entre si estes níveis? Podemos dizer que atuam em ciclo: a análise estratégica dinamiza o BI analítico, ao passo que o BI analítico direciona as iniciativas operacionais, e são estas iniciativas operacionais que acabam por ter impacto na agilidade, na produtividade, na rentabilidade e no lucro de uma empresa. Comecemos por analisar o BI estratégico. O principal objetivo deste nível de Business Intelligence é impulsionar o desempenho geral da empresa. Após definida e aceita a estratégia pela administração, várias funcionalidades são utilizadas, como mapas estratégicos, scorecards, relatórios, com o intuito de transmitir a estratégia aos colaboradores na forma de objetivos mensuráveis. Por outro lado, para verificar o sucesso da estratégia traçada, são analisados vários fatores cruciais, como índices de satisfação de clientes, quotas de mercado, margens de lucro, entre outros, que revelarão o progresso, ou falta dele, no sentido de alcançar os objetivos traçados. Desta forma, o nível do BI estratégico concentra-se no monitoramento do desempenho e da realização dos objetivos. Assim que a estratégia estiver definida, é hora de começar a trabalhar o BI analítico. Enquanto o BI estratégico define as medições de desempenho essenciais, o BI analítico é utilizado para identificar a origem dos problemas assim que eles forem descobertos. Por exemplo, se os lucros estiverem em queda ou se os índices de perda de clientes estiverem em alta, através do BI analítico as empresas poderão investigar que fatores estão na origem destes resultados. É possível, neste nível, identificar e isolar os problemas que constituem um obstáculo ao desempenho da empresa sob múltiplas perspectivas. Os resultados obtidos nas atividades analíticas são os que dirigem as iniciativas operacionais. O BI operacional aciona a resolução dos problemas impeditivos do desempenho com iniciativas na forma de aplicações de BI para melhoramento de processos. Desta forma, proporciona ferramentas para as decisões do quotidiano, que acontecem nos níveis inferiores das organizações, com vista a alcançar os objetivos estratégicos. Estas iniciativas poderão automatizar processos, dar poder de decisão a funcionários, monitorar o desempenho das iniciativas, assim como disponibilizar imediatamente informação operacional relevante, tendo um impacto direto na capacidade que a empresa tem para atingir os mais variados objetivos, como aumentar as vendas ou a rentabilidade. Como podemos verificar há uma articulação dos três níveis de BI, sendo este o cenário ideal para o seu funcionamento. Muitas das iniciativas de BI falham, ou não dão os resultados esperados, porque as empresas adquirem, implementam ou utilizam o seu software de Business Intelligence sem compreenderem este ciclo e a importância do seu funcionamento. Não significa que cada uma das três partes não funcione isoladamente ou que a concentração em apenas uma das facetas não trará resultados positivos. Mas será a articulação do conjunto destes três níveis que dará a máxima rentabilidade às ferramentas de BI. É assim que o Business Intelligence deve funcionar.

NFC-e: comerciantes têm até 2018 para se adaptar

Os dias de notas fiscais preenchidas à mão – aquelas com duas folhas de cores diferentes e um papel carbono no meio – estão contados. Até 2018, todos os comerciantes serão obrigados a adotar a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, a NFC-e. A VHSYS se adiantou à nova legislação e adicionou ao seu software de gestão em nuvem a opção para emitir a NFC-e. A NFC-e é semelhante à NF-e, com uma diferença crucial: enquanto a segunda pode ser emitida gratuitamente nas respectivas SEFAZ (Secretarias estaduais da Fazenda), a primeira precisa de um sistema independente – a razão se deve a um volume cerca de 800 vezes maior de notas dedicadas aos consumidores. Se por um lado isso parece uma desvantagem, por outro o novo sistema desonera os empreendedores e permite uma grande economia com infraestrutura. “Eles não precisam mais dos blocos preenchidos à mão e, em alguns casos, nem de impressoras específicas, que precisam ser homologadas e lacradas, com custos que podem superar R$ 3 mil”, conta Reginaldo Stocco, sócio da VHSYS. Além de implantarem a nova funcionalidade para se adequar a uma necessidade do mercado, ele conta que ela também foi um desejo expresso dos usuários do software: 10% dos oito mil assinantes já tinham se manifestado em busca da NFC-e. “Sem dúvida, é vantajoso para os empreendedores, assim como para os consumidores, além de ser interessante do ponto de vista da sustentabilidade”, afirma Stocco. Ficará a cargo dos compradores a decisão sobre a impressão do DANFE NFC-e (Documento Auxiliar da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica), que substitui o atual cupom fiscal. Ele pode dispensar o papel, que é gerado em uma impressora normal, solicitar apenas uma versão simplificada ou, se preferir, requisitar a completa. Independente da escolha, terá acesso a todas as informações do documento na internet, na página da SEFAZ do seu estado. A obrigatoriedade da NFC-e progride por segmentos de atuação, segundo cronogramas estaduais. “A ideia inicial do governo era que até 2016 todos os comerciantes adotassem a nova medida, mas agora eles aumentaram o prazo até 2018”, explica o sócio da VHSYS. “De qualquer forma, é interessante se adiantar e se familiarizar com o sistema o quanto antes.”

Crise econômica impacta e-commerce

A instabilidade da economia brasileira impactou diversos mercados e não foi diferente no comércio eletrônico. Segundo dados da pesquisa Webshoppers, realizada pela E-bit e Buscapé, a expectativa era que até o final de 2015, o e-commerce alcançasse um faturamento de R$ 43 bilhões, 20% maior se comparado ao ano anterior. Mas, seguindo Pedro Guasti, diretor-executivo da E-bit, as vendas online devem avançar 15% até o final do ano com uma receita prevista para R$ 41,2 bilhões. “De fato, o e-commerce também foi impactado negativamente pela crise econômica. No final do ano passado, não imaginávamos que teríamos um PIB tão baixo e um cenário de desemprego no Brasil. Mas mantemos a esperança de crescimento no Varejo online, principalmente pelo grande movimento de compras que a black friday proporcionará para o setor”, aponta Pedro Guasti em coletiva de imprensa realizada hoje (19), em São Paulo. Segundo o executivo, o terceiro trimestre desse ano será o pior para o e-commerce brasileiro se comparado aos dois primeiros, que juntos faturaram R$ 18,6 bilhões, um avanço nominal de 16% na comparação com o mesmo período de 2014. “Nossa expectativa é encerrar bem 2015 com vendas aquecidas durante a black friday e no natal. Ou seja, o quarto trimestre tende a ser melhor”, acrescenta. O estudo aponta que 17,6 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra online no primeiro semestre de 2015, representando assim uma queda de 7% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando registrado 18,9 milhões de consumidores ativos. Esta queda no volume foi potencializada pelos compradores classificados como light users, aqueles pertencentes à classe C. Crise, contenção de despesas, preço alto e falta de dinheiro foram alguns motivos apontados. No caminho contrário, os heavy users que pertencem às classes A e B entendem que no momento de maior instabilidade econômica, a internet se torna o principal canal para realizar as melhores compras. Isso mostra que menos pessoas compraram mais produtos online. Áreas de bonança Mesmo com um cenário pessimista nas vendas e não crescendo tanto quanto deveria, o e-commerce brasileiro segue sendo um dos principais do mundo. O País tem hoje mais de 103 milhões de pessoas com acesso domiciliar à internet sendo que 74 milhões são usuários ativos, aqueles que fizeram pelo menos uma compra online nos últimos seis meses. Nos seis primeiros meses do ano, 89% dos internautas compraram por meio do desktop. Smartphones e tablets representaram um share transacional de 10,1% nas vendas. O ticket médio registrou um aumento de 13% no período atingindo um valor de R$ 377,00, registrando 49,4 milhões de pedidos. Para esta edição, a E-bit/Buscapé realizou uma pesquisa com 2.204 internautas para analisar alguns aspectos de comportamento quanto ao uso de dispositivos móveis em compras online. O estudo aponta que 83% dos e-consumidores respondentes possuem pelo menos um dispositivo móvel e a conexão por wi-fi (por smartphone ou tablet) em casa é o hábito mais comum de acesso à internet para 84% dos participantes; seguido por wi-fi no trabalho, em 39%; e por operadoras, 36% pós-pago e 32% pré-pago. O levantamento mostra ainda que 14% efetuaram a aquisição de um produto através de um dispositivo móvel estando dentro da loja física. Isso denota uma maior utilização dos aparelhos móveis nas lojas físicas durante o processo da compra tanto para pesquisa de produtos quanto de preços. “A jornada do cliente online certamente será impactada de maneira cada vez mais intensa pelos dispositivos móveis, afinal os smartphones estão nas mãos dos consumidores em praticamente 100% do tempo. Essa percepção vale como chamariz para incentivar o investimento pelas empresas do Varejo para o desenvolvimento de sites responsivos”, finaliza o diretor-executivo da E-bit/Buscapé, André Ricardo Dias.

Jovens preferem atendimento via redes sociais

A Salesforce divulgou a nova pesquisa sobre o que a geração do milênio espera do atendimento ao cliente em comparação a outras gerações. Definida como aqueles com idade entre 18 e 35 anos em 2015, essa geração tem influência crescente, correspondendo a mais de um terço da força de trabalho hoje. Eles também têm poder de compra significativo, gastando cerca de US$ 200 bilhões por ano, e isso deve dobrar até 2020. Ao contrário dos boomers, que preferem os canais de suporte tradicionais, como telefone e atendimento em pessoa, e a geração X, que é mais propensa a pesquisar na web e em FAQs on-line, a geração do milênio cresceu em uma cultura de mídias sociais de imediatismo e personalização. Para conectar-se com esta importante geração, cada empresa de crescimento rápido deve oferecer ao cliente moderno serviço perfeitamente integrado com as redes sociais e aplicativos. Essa pesquisa mostra que a geração do milênio irá influenciar o futuro do atendimento aos clientes e que os negócios precisam adaptar suas ofertas para corresponder às expectativas dessa geração crescentemente poderosa. Quatro de cinco membros da geração do milênio usariam as mídias sociais para atendimento ao cliente, e preferem esse canal em comparação à web, telefone ou chats online. Isso é aproximadamente duas vezes o número de boomers, os quais preferem ligações telefônicas para obter atendimento ao cliente, em relação a qualquer outro canal de suporte. Segundo a pesquisa, os membros da geração do milênio evitam ardentemente ligar para o atendimento ao cliente. De fato, 34% deles iriam preferir ir ao dentista, 32% iriam preferir fazer compras na véspera do Natal, e 26% iriam preferir ir ao Detran do que ligar. Entre os membros da geração do milênio, o Facebook é o canal de mídias sociais mais popular para questões de atendimento ao cliente e ele é usado duas vezes mais do que o Twitter, que é o segundo site de mídias sociais mais usado. Aproximadamente 25% dos membros da geração do milênio esperam obter uma resposta dentro de 10 minutos após acessar o atendimento ao cliente via mídias sociais, e mais de 30% esperam a mesma velocidade de resposta quanto enviam uma solicitação via mensagens de texto. Além disso, essa geração não perdoa serviços ruins: cerca de um quarto deles boicotariam uma empresa após uma experiência ruim. Através das gerações, 82% das pessoas iriam parar de usar uma empresa após a terceira experiência ruim. Fonte: Decision Report

Quando a inovação supera o risco

Muitas empresas com as quais nos relacionamos atualmente nasceram na era da rápida inovação tecnológica: têm os negócios baseados em aplicativos, processos eficientes, baixo custo de operação, dão respostas rápidas e conseguem entender o comportamento dos clientes e, além disso, adaptam-se com grande agilidade às necessidades deles. Os empreendimentos – em alguns casos, chamados de “start-ups” – focados em serviço são os que mais se destacam e nem nos damos conta do quão comum é pedirmos comida, táxi, reservarmos hotel e até adquirirmos cartão de crédito com apenas alguns clicks. Mas nem só de novidades é feito o nosso dia a dia. Ainda mantemos contato muito próximo com empresas que, mesmo tentando se encaixar nesse mundo, possuem um custo alto de operação e convivem com tecnologias antigas, as quais não podem ser simplesmente desligadas ou substituídas. Um exemplo são as empresas do mercado financeiro, que, embora convivam com um legado, têm outra característica marcante: a capacidade de investimento para inovar. O nosso sistema bancário é um dos mais desenvolvidos do mundo e acompanha, como poucos, o comportamento da nova geração da tecnologia. São inúmeras aplicações móveis, uma ampla gama de serviços e formas de atendimento diferenciadas que melhoram a experiência e até fidelizam os clientes. Essa capacidade pode ser identificada facilmente, ou você não realizou nenhuma transação hoje por meio do seu aplicativo móvel ou internet banking? Por quanto tempo isso será novidade? Sabemos que inovar de maneira cada vez mais ágil é preciso, mas, garantir a segurança e a estabilidade dos serviços prestados também. Por essa razão, o cuidado com o ambiente antigo é fundamental. Os bancos possuem um grande sistema legado, softwares robustos que suportam suas transações; são verdadeiras espinhas dorsais do negócio e qualquer nova aplicação impacta diretamente em sua operação. Mesmo com o crescimento brutal dos aplicativos, ainda não vimos todo o potencial que esses serviços podem nos oferecer. Isso pode gerar ameaças para as grandes instituições. Qual será o posicionamento delas? Hoje, há casos em que – apesar de todo o investimento em tecnologia – as decisões dessas instituições financeiras são tomadas tendo como base políticas padronizadas, aplicadas igualmente a todos os clientes. Essa prática parece espantosa se considerarmos que o avanço tecnológico possibilita justamente o contrário: que essas instituições bancárias tenham acesso, por meio de redes sociais ou dentro dos próprios bancos de dados, ao comportamento de consumo dos clientes, para, assim, ofertar produtos de maneira mais personalizada. Este paradoxo ocorre justamente pela falta de capacidade de uma rápida adaptação e ausência de mecanismos que deem visibilidade ao impacto dessas inovações nas tecnologias do banco. Afim de evitar problemas gerados por esse impacto e interrupções dos serviços, é preciso, antes de qualquer coisa, ter visibilidade total desse universo. A nova aplicação precisa integrar-se perfeitamente – e com rapidez – às já existentes. Mais do que isso, ela precisa ser desenvolvida tendo em vista a plataforma na qual será implantada, sobre quais operações atuará, quais clientes atingirá e qual diferencial imprimirá ao negócio. Todas essas pontas precisam estar muito bem amarradas para o investimento em um novo aplicativo ou funcionalidade fazer sentido. Ótimas aplicações podem ser desenvolvidas de forma muito rápida, entretanto nem sempre elas são introduzidas adequadamente em um ambiente complexo ou pensadas considerando processos inovadores e criativos. Quando qualquer problema derruba um sistema bancário, por exemplo, ele deixa de realizar transações e gera perdas financeiras significativas que nem sempre são consideradas. Por isso, a clareza e conhecimento do ambiente são fundamentais para o CIO conseguir uma perfeita harmonia entre a inovação atual, a que está chegando, o legado que continuará existindo e até o potencial de substituição deste legado que resultar em reduções significativas de custo e risco. Sabe-se dos vários riscos inerentes à inovação, mas assim como uma construção não resiste sem um bom alicerce, um sistema legado precisa de uma arquitetura bem estabelecida com transparência e preparo para suportar o novo. Esse é o ponto de partida para o sucesso de qualquer tecnologia que vise modernizar e trazer vantagens competitivas às organizações. Fonte: CIO